...e foi! Chan Marshall é a maior fofura, a maior cantora rouca do mundo, a maior gracinha, a mais talentosa.
Ainda durante o show do Anthony (que e um graaaande piadista: "as some of you noticed, i'm not Feist. She is skinnier than me. Feist is skinny... that... bitch...". ôlokomêu.) alguém disse: "olha, a Cat Power tá ali" (Chan quase nunca era chamada de Chan pela platéia) e estava mesmo, bem ao lado da cortina, sentadinha com perna de índio, assistindo ao show. Quant a mim, fiquei quietinha também, bem ali na grade na frente do Gregg Foreman (o tecladista bonitinho).
A mudança de palco foi até bem rápida, a Dirty Delta Blues entrou quietinha, sem estardalhaço (nem deles, nem da platéia) e já começou a tocar o que era uma variação de Could We. Não acreditei: Could We, logo de primeira? Sim, era verdade. Chan entrou logo depois, toda saltitante. Cantou duas estrofes, apresentou a banda e terminou a música:
O show foi salpicado de covers, que concluí que devem entrar no disco novo dela. Teve até New York, New York! Don't Explain, da Billie Holiday é liiiinda e ficou emocionante (1o momento "lágrimas leves" da noite). Teve ainda Satisfaction, dos Rolling Stones, que ganhou uma versão bem curiosa: ao mesmo tempo que a gente reconhece os acordes, não foi fácil acertar de primeira. Veja com seus próprios olhos:
Chan é incrívelmente simpática e parecia que estava fazendo o primeiro show de casa cheia da vida dela (o que eu sei que não é verdade), de tanta felicidade em ver todo mundo assistindo o show. Mandou beijos e disse até "vocês vão me fazer chorar" (coloco o vídeo aqui assim que descobrir o nome da música que ela estava cantando no momento). Fofa.
Ela estava bem rouquinha (mais do que o normal) e frequentemente parava de cantar para tossir. E tossiu o show inteiro, muito. Teve uma hora que ela tossiu na toalha e deu uma olhadinha, e eu pensei: "pronto. momento Satine do Moulin Rouge. A Chan vai morrer de tuberculose".
E eis que chega Willie, minha preferida. Estou bem cantando lá "please dooon't bring him down... please doOOOOon't let him go..." e ganho uma piscadinha da Chan Marshall! Repito: GA-NHEI U-MA PIS-CA-DI-NHA DA CHA-AN. Jezuix.
E aí a banda foi deixando o palco, um por um, até ficar só ela e o baterista. "I hope we entertained yaaaaa, I hope we entertained yaaaa... Obrrrrigawda, obrrrigawda":
Aplausos. Assovios. Gritos. "Chaaaaaaaaaaaaaaaaaaan". Não podia ser o final. E é claro que não era né, gente (impressionante como os fãs sempre caem na pegadinha do Malandro do bis). Eles voltaram e tocaram mais 3 (se não me engano). Entre elas: The Greatest! Awwwwwnnn... E logo depois ela se foi, agredecendo aos montes (repare no vídeo: ela anda, pára, agradece, anda, pára, manda beijo, faz reverência, agradece, anda....)
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Um comentário:
cat despediu com 'obrigalda'? prefiro a bjork, que falava 'o-pri-ca-ta!', huahauhaua
lendo seu post fiquei assim assim de ter perdido o show dela... mas enfim.
beijo,
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