Viagem de negócios, que legal. O telefonema de ontem às 5 da tarde me pegou de surpresa: "vc pode ir pra Brasília amanha para entregar aqueles projetos do Museu?", "ahm... é...", "certo, pode escolher os horarios dos vôos e pedir pra Andreia comprar as passagens". O que os fez me escolher pra isso? Tem outras pessoas lá que ganham mais do q eu (aliás, até o boy ganha mais do q eu) e q, principalmente, mexeram com esse projeto!! concluí q foi pela minha "experiência em aeroportos", hahahaah, vou colocar no meu currículo "experiencia em aeroportos - nível avançado III".
aí tá, fui de manha, em meio a chutes e pontapés de casa, mas disso nao vou falar hj. Peguei o taxi pra Confins (mil horas d estrada - boooring) e fiquei la, no meio dos homens de negócios, com meus quilos de papeis nos ombros. embarca-decola-maxi goiabinha com suco-pousa-desembarca. Brasília, é, quente. E seco. Fiquei amiga do taxista, Adilson, uma figura. Ficava: "Letiiiicia... é... é a vida né?" aí isso significava q eu tinha q puxar algum papo. Fui no Iphan, entreguei os 3 quilos de papelada. Que decepção! Enquanto abria os pacotes super caros e importantes, a responsável pelo protocolo comia uma grande coxinha de catupiry com catchup, EM CIMA dos meus queridos papéis. Saí de lá, fui almoçar no Conjunto Nacional, do outro lado da rua (leia-se: do outro lado dos viadutos/pontes/trincheiras do meio do caminho). De lá, fui ao MinC entregar mais papéis, sempre com meu melhor amigo taxista.Entrei no Ministério da Cultura! Uhu! É um prédio de 7 andares com quadros, bonecas do jequitinhonha, redes, artesanato de palha e muita, MUITA burocracia. Lógico q depois de fazer meu trabalho, fiz questão de entrar no elevador, apertar todos os botões e dar uma olhadinha em cada andar. Só divisórias de MDF, só isso. Alguns tinham uma plantinha, ou um quadro bem colorido. Tentei ir ao andar do ministro Gil, mas lá só se chega de escada (!). Fiquei imaginando ele no gabinete, engravatado, deitado numa rede, tocando "aaaah, de apagaaaar, uma estrela no céu cada vez que ocê choraaaar". Pior que deve ser assim mesmo.
Bom, de lá só me restou voltar para o aeroporto. No caminho, fui me lembrando da minha última (e primeira!) visita a Brasília. Em circunstâncias tão diferentes, mas por coincidência passei pelos mesmos lugares dessa vez. A esplanada, o eixinho que dá a impressão de estarmos na cena do carro de Brilho Eterno (aquela q vai repetindo o cenário e deixando a gente doida) ou num desenho do Scooby Doo, o caminho das embaixadas e, por fim, o aeroporto. Pra aproveitar o dinheiro que tinham me dado para gastar exclusivamente em Brasília (um terço do meu salário, que contradição!!), tomei um capuccino com muffin. Bad idea, mas enfim.
Subindo para o embarque, não é que eu trombo com o Gilberto Gil! Rá, que coisa. Lembrei sobre minhas divagações sobre o gabinete dele e virei de lado pra disfarçar o risinho. Fila com mais business men. Mp4 companheeeiro. E de volta a Belo Horizonte e... fim!

Um comentário:
ê brasiula véia de guerra!
saudade de lá, e de lá com vcs.
temos que voltar, reveillón?
e, quem diria, letícia tem um cover lá com o mesmo nome que costuma resolver problemas na gerência do banco do brasil.
Postar um comentário